Em fase de viragem e de balanços daquilo que foi 2016, nunca tive tanta certeza de que "aquilo que não nos mata, torna-nos mais fortes". Um ano difícil este, mas que me fez crescer e perceber que às vezes é preciso dar dois passos atrás para darmos um em frente. Um ano de perdas, perda de quem me viu crescer e fez tantas vezes o lugar de "pai", perda de amizades, perda de fé nas pessoas e naquilo em que acreditava piamente. Ano de escorregar, de cair, respirar fundo e voltar a levantar. Levantar com mais força e determinação. Aprendi a ter calma, a ser paciente e a perceber que não temos o controlo de nada, nem mesmo da nossa própria vida. Que é preciso confiar e ter fé no futuro e naquilo que nos reserva. Percebi que as pessoas nem sempre são justas connosco, que o tempo encarrega-se de colocar cada um no seu devido lugar e que só ficam aqueles que gostam de nós até em dias de trovoada. Descobri que não preciso que todos gostem de mim e t...
Cheira a Outono. Cheira a frio e a casacos compridos e quentinhos. Cheira a chuva, a terra molhada, e a castanhas a querer chegar. Cheira a folhas caídas no chão, a árvores e flores que se começam a despir. Cheira a edredons, sofás e chás a fumegar. Cheira a vida que quer acalmar depois da azafama do verão e do bronze na pele. Hoje cheira a Outono feliz que apesar de ás vezes ser aborrecido teima em ser vivido. Que sejas bem-vindo Outono, não venhas para ficar, mas passa devagar para que te possamos saborear.